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QUEM VOCÊ É EM UM MUNDO DE IGUAIS?

marketing |
23 de julho de 2026
QUEM VOCÊ É EM UM MUNDO DE IGUAIS? 0 Comentários
Por: Paula Gonçalves

Depois que o mercado se digitalizou, a internet se tornou mais comum; todo mundo passou a ter acesso à informação e a acreditar que é possível saber de tudo.
As pessoas começaram a mudar as métricas e erraram feio.

Por que você pode estar se perguntando? 

Por um simples motivo, você passou a utilizar uma régua para se medir pelo que o outro quer, por algo que não se encaixa em você, ou, ainda pior, que não faz parte da sua filosofia, do seu propósito e, às vezes, nem do seu valor.

Vou utilizar dois exemplos de situações para ficar mais claro.

Primeiro um campeonato de karatê.

Como funciona? 

Ele é dividido em categorias e não em lutas aleatórias.
Idade, peso e gênero, para que não haja possibilidade, além do treino e do talento, de interferir no resultado.
Ou seja, existem critérios claros além das regras do karatê.
Todos partem de uma mesma base e são metrificados com o mesmo rigor.
Aqui, o seu nome não conta como resultado, mas sim o que você de fato consegue executar naquele momento.


Agora, quando falamos de um mercado de trabalho, de um mercado no qual o digital é o cenário de ambientação.
Bom, aí não dá para dizer que os critérios de avaliação serão justos ou equiparáveis, como no karatê. 

Porque o mundo fez você acreditar que é preciso, acima de tudo, ganhar para que o negócio ou sua empresa seja mais procurado por um critério que nem sempre é justo. 

O preço.

E veja, preço é sinônimo de qualidade?
Responda internamente, sem parar para pensar muito: sim, iremos ver no mundo motivos para o sim. 

Algo mais caro quase sempre é melhor, mas o mercado de serviços aprendeu a negociar ao contrário: quer a qualidade do melhor serviço pelo menor preço. 

E sabemos que isso é quase impossível.

Mas quero chegar ao ponto em que, se você entrar no jogo do mercado, principalmente se ainda não tiver construído nome e reputação pelo que entrega, e não pelo que o outro quer, você deixará de ser você e passará a ser mais uma empresa no mercado. 

Será necessário competir, construir seu nome e seu serviço, não pelo seu valor, nem pela sua entrega, nem pelo seu propósito ou pela sua qualidade, e o problema disso é simples.  

Você passa a ser visto não pelo que é, mas pelo que o mercado te coloca, e o mercado, para justificar e ganhar a competição de preços, vai te igualar aos demais.

Depois disso, o caminho para mostrar que você é diferente é mais difícil, porque ainda se acredita que a primeira impressão é a que fica.

A reflexão que deve ficar é : vale mais crescer a longo prazo ou se limitar ao que o outro determina para você? 

O preço iguala o resultado e os valores diferenciam. 

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