As collabs dominarão em 2026

As maiores marcas do mercado estão dobrando suas apostas em colaborações. E há um motivo claro para isso: collabs continuam crescendo porque unem narrativa, desejo e cultura.

1. Por que as collabs explodiram (e não vão parar)

As colaborações entre marcas deixaram definitivamente de ser apenas uma “modinha” passageira para se tornarem uma ferramenta robusta de crescimento acelerado. Elas cresceram porque resolveram um problema que toda marca enfrenta hoje: conquistar atenção em um mercado saturado.

Com a queda do alcance orgânico, o aumento do custo de mídia e a disputa intensa por relevância, unir duas marcas (e duas comunidades) tornou-se uma forma inteligente de ampliar alcance sem elevar investimento.

Quando marcas se juntam, elas não apenas compartilham visibilidade, mas criam algo novo, inesperado e altamente compartilhável. O movimento ganhou ainda mais força em 2024 e 2025 com marcas de diferentes segmentos apostando nessa estratégia.

A Fini, por exemplo, transformou seu Natal em um evento ao lançar balas Gingerbread em edição limitada, provando que collabs temáticas aumentam desejo e conversas espontâneas. Já Adidas e Pokémon anunciaram uma collab para 2026, confirmando que grandes players enxergam colaboração como caminho de longevidade.

No fundo, as collabs explodiram porque entregam algo que nenhuma campanha tradicional consegue sozinha: relevância cultural combinada com performance. E enquanto o público continuar buscando produtos com propósito, história e conexão, as collabs seguirão como uma das estratégias mais fortes do mercado para 2026 e além.

2. A lógica “audiência x afinidade x timing”

Para que uma collab gere resultados concretos, ela precisa ir muito além do encontro de dois logotipos. As colaborações que viralizam seguem uma equação simples, porém poderosa: audiência, afinidade e timing. Quando esses três elementos se alinham, o impacto gera mídia espontânea, reduz CAC e impulsiona vendas.

A audiência é o ponto de partida. Quando duas marcas se unem, elas combinam suas comunidades. No caso da collab Bauducco + Fini, isso ficou claro rapidamente: Bauducco trouxe sua força sazonal e familiar; Fini adicionou seu público jovem e hiperativo nas redes sociais. Essa soma ampliou a descoberta e gerou um buzz que dificilmente aconteceria de maneira isolada.

Por sua vez, a afinidade, garante que a collab faça sentido. Não basta misturar universos distintos, é preciso coerência emocional e estética. No Chocottone Fini, essa conexão ficou evidente: a indulgência tradicional da Bauducco encontrou o lado divertido e colorido da Fini, criando um produto irresistível tanto para o consumo quanto para compartilhamento nas redes. Essa afinidade gera engajamento, fortalece a percepção de marca e aumenta a lembrança espontânea.

O timing completa a fórmula. Lançar a collab no período natalino potencializou o apelo da Bauducco e conectou-se ao histórico da Fini em apostar em produtos temáticos nessa época, como a linha Gingerbread de 2024. Esse encaixe entre sazonalidade e expectativa de mercado elevou a velocidade de vendas, estimulou o FOMO (Fear Of Missing Out) e fez o produto se tornar um acontecimento cultural, e não apenas um item de prateleira.

Do ponto de vista de Growth, essa combinação gera indicadores claros de desempenho. Collabs bem executadas impulsionam buscas diretas pela marca, criam picos de tráfego qualificado e ampliam o intervalo de interesse do consumidor ao longo da temporada.

3. A cauda longa de vendas

Quando bem executadas, as Collabs prolongam o desejo e as vendas muito além do lançamento. Isso acontece porque produtos colaborativos carregam um elemento que o consumidor valoriza profundamente: exclusividade combinada à história. Quando um item torna-se colecionável ou limitado, ele passa a ter um “valor percebido” maior, o que naturalmente aumenta o ticket médio e reduz a sensibilidade ao preço.

Além disso, a collab funciona como uma oportunidade para a marca se reposicionar e conquistar novos territórios culturais. Esse reposicionamento é especialmente valioso para marcas já consolidadas, que desejam alcançar públicos mais jovens sem perder sua essência, e também para marcas emergentes que buscam legitimidade.

Um exemplo claro desse fenômeno foi a parceria entre Coca-Cola e Bruna Tavares, que rapidamente se tornou assunto dominante nas redes. O impacto não veio apenas do produto, mas do match emocional entre os dois universos: Coca-Cola com sua estética icônica e atemporal; Bruna Tavares com seu apelo autoral e extremamente influente no segmento de beleza. A narrativa construída por ambas ativou memória afetiva, identidade e pertencimento, elementos que transformam simples lançamentos em conversas culturais.

Quando o desejo é autêntico, o público faz parte da divulgação por vontade própria, gerando picos de busca, maior tráfego direto e aumento da intenção de compra, todos sinais de cauda longa medidos em métricas de Growth.O sucesso de collabs assim mostra um padrão claro: quando duas marcas criam um produto com identidade própria, alinhado à história de ambas e lançado no momento cultural certo, elas geram não apenas vendas imediatas, mas um ciclo contínuo de conversas, conteúdo e busca ativa. 

4. A força da nostalgia

A nostalgia se tornou uma das forças mais potentes para impulsionar collabs porque ativa algo que o marketing tradicional raramente consegue: uma conexão emocional imediata. Quando uma marca resgata universos que marcaram gerações, como Pokémon, Stranger Things, ícones dos anos 90 ou personagens virais da internet, ela desperta lembranças afetivas que ultrapassam o racional e fortalecem o vínculo com o público.

Marcas que entendem esse poder usam a nostalgia como ponte entre passado e presente, criando campanhas que ativam fanbases gigantescas. Um dos cases mais emblemáticos é o do McDonald’s com Stranger Things, em que a marca literalmente “abriu a fenda para o mundo invertido”.

A experiência ultrapassou o ambiente digital e transformou restaurantes físicos em verdadeiras ativações temáticas. Fotos, vídeos, desafios e reações viralizaram naturalmente, alimentando o TikTok e o Instagram, não porque a marca pediu, mas porque a nostalgia atingiu o desejo, a curiosidade e o pertencimento.

A Converse seguiu a mesma lógica ao criar uma coleção inspirada em Stranger Things. A marca conectou moda, cultura pop e narrativa, reforçando sua relevância entre públicos jovens e fãs da série. O resultado foi uma collab capaz de unir estilo, memória afetiva e storytelling visual, a nostalgia funcionou porque vende uma sensação familiar, uma história compartilhada e uma identidade coletiva. 

5. Como posso começar a fazer collabs?

Iniciar uma collab exige estratégia. Primeiramente, o empresário precisa avaliar se a colaboração realmente faz sentido para o negócio. É aqui que entra o checkpoint prático que evita parcerias frágeis e garante que o resultado seja relevante para ambas as marcas.

O primeiro passo é analisar a compatibilidade de comunidade. As audiências devem possuir pontos de interseção que permitam diálogo natural. Quando a comunidade de uma marca reconhece valor na outra, a transferência de relevância acontece de forma orgânica, reduzindo o atrito e aumentando a aceitação da parceria.

Em seguida, entra o alinhamento de propósito, valores conflitantes podem comprometer a reputação de ambas as marcas, enquanto propósitos complementares fortalecem a narrativa da campanha. Desse modo, marcas com visões compatíveis ampliam sua autoridade cultural, criam storytelling mais sólido e evitam colaborações que pareçam oportunistas.

O próximo ponto é avaliar se o produto ou experiência é irresistível. Edições limitadas, itens colecionáveis ou ativações temáticas aumentam o valor percebido e ativam gatilhos como escassez e urgência, fundamentais para gerar conversão rápida.

Por fim, é indispensável garantir que exista ganho mútuo. Cada marca deve trazer um ativo relevante para a parceria, seja reputação, audiência, tecnologia, influência ou distribuição. Quando ambos os lados ganham, a collab se sustenta e potencializa resultados de forma equilibrada.

Este mapa estratégico ajuda empresas a iniciar colaborações com segurança e clareza. Marcas que seguem esse modelo criam parcerias mais naturais, poderosas e muito mais eficientes no mercado competitivo atual.

6. Collabs continuarão sendo uma boa estratégia em 2026?

As collabs deixaram de ser tendência para se tornarem um dos motores mais eficientes de crescimento no mercado atual. Elas ampliam visibilidade, fortalecem posicionamento, aumentam vendas e aproximam comunidades, tudo ao mesmo tempo. São estratégias capazes de gerar desejo imediato, criar conversas culturais e diferenciar marcas em um cenário cada vez mais competitivo.

O ponto é simples: enquanto algumas empresas ainda tentam se destacar sozinhas, as marcas que entendem o poder da colaboração estão construindo vantagem competitiva. O marketing dos próximos anos será moldado por narrativas co-criadas e experiências que misturam universos diferentes com naturalidade. E quem ficar de fora corre o risco de perder relevância justamente onde as decisões de compra estão acontecendo.

Agora é o momento de preparar sua marca para fazer parte desse futuro. Se você quer entender como aplicar essa estratégia no seu negócio, identificar parceiros ideais ou estruturar sua primeira collab de forma profissional, a R8 pode te ajudar a dar o próximo passo com segurança e criatividade.

Para mais conteúdos como este, nos acompanhe nas redes sociais e aguarde os próximos temas, tem muita coisa boa vindo por aí, te esperamos em 2026!

Lara Souza:

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